Representação, expressão e
comunicação
Desde o século 4 a.C., quando foi formalizado pelos gregos, o teatro
tem sido usado com diferentes propósitos. Na sala de aula, esta linguagem pode
contribuir para fortalecer as relações de cooperação, diálogo e respeito mútuo
O ser
humano descobriu que tem duas formas poderosas para se comunicar antes mesmo de
dançar, cantar, rabiscar paredes ou desenvolver qualquer outra manifestação
artística. Trata-se do choro e do riso - estratégias usadas instintivamente
pelos bebês para chamar a atenção dos adultos. Essas duas formas de expressão
corporal formam a base do ato de representar. Não é à toa que elas estão
desenhadas e pintadas nas máscaras que representam o teatro.
Esse termo
diz respeito tanto ao prédio onde se realiza um espetáculo como à própria
encenação. Para que o teatro aconteça, é necessário haver um espaço, um ou mais
atores, história e público. Há grupos que o fazem em locais alternativos, como
a rua ou os edifícios convencionais. Outros optam por suprimir as falas e fazer
o personagem dar seu recado por meio da mímica. E existem ainda os que utilizam
marionetes no lugar de atores. São muitas as maneiras de essa arte se
concretizar.
O teatro foi formalizado pelos gregos no século 4 a.C., mesmo havendo registros mais antigos de representações na China, no Egito e no Oriente Próximo.
O teatro foi formalizado pelos gregos no século 4 a.C., mesmo havendo registros mais antigos de representações na China, no Egito e no Oriente Próximo.
No século
17, o inglês William Shakespeare (15641616) ressuscitou essa arte, criando as
tragédias e comédias mais famosas de todos os tempos. O americano Harold Bloom,
crítico literário, defende a tese de que seríamos diferentes se o criador de Romeu
e Julieta e da
célebre citação "Ser ou não ser, eis a questão" não tivesse existido,
pois em seus textos dramáticos ele refletiu e questionou as condições de vida e
morte do ser humano, reinventandoo como um todo.
Trazida para o Brasil como instrumento pedagógico pelos jesuítas com o objetivo de catequizar os índios, a encenação foi adquirindo cores nacionais no fim do século 19. Durante esses anos, a linguagem evoluiu, mudou de roupagem e teve filhotes. Um dos mais importantes apareceu há pouco mais de 50 anos: a teledramaturgia, base de um dos ícones da indústria cultural brasileira, a novela.
Trazida para o Brasil como instrumento pedagógico pelos jesuítas com o objetivo de catequizar os índios, a encenação foi adquirindo cores nacionais no fim do século 19. Durante esses anos, a linguagem evoluiu, mudou de roupagem e teve filhotes. Um dos mais importantes apareceu há pouco mais de 50 anos: a teledramaturgia, base de um dos ícones da indústria cultural brasileira, a novela.
A criança,
traz com ela o potencial natural de
dramatização, vivenciado nos jogos de faz deconta. A presença dessa expressão
artística na escola permite a aquisição progressiva da linguagem dramática e o
contato com seus diversos estilos.
Os alunos das primeiras séries são capazes de
tomar consciência das suas possibilidades como atores desde que a prática
teatral seja lúdica e criativa. Quando maiores, a partir dos 10 ou 11 anos,
eles estão aptos a dominar o corpo e torná-lo mais expressivo. Os estudantes
também já se expressam melhor oralmente e conseguem organizar e dominar o
tempo. No plano coletivo, o teatro na sala de aula fortalece as relações de
cooperação, diálogo, respeito mútuo, reflexão sobre como agir com os colegas,
flexibilidade de aceitação das diferenças e aquisição de autonomia.
"A vida é a miniatura do teatro. Ele a aumenta, a
embeleza, a sublima. A vida cria o conflito: o teatro o resolve; e, nessa
solução, a vida tem aumentado seu patrimônio moral. A vida está cheia de
Cyranos, Hamlets e Otelos, mas só depois de a arte os haver mostrado é que o
mundo começou a reparar neles"
Procópio Ferreira (18981979), ator e dramaturgo brasileiro
Procópio Ferreira (18981979), ator e dramaturgo brasileiro
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